quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Título de Eleitor - Por Edilson Elias

Título de eleitor, um lixo
Edilson Elias
Fizemos uma análise sobre os documentos utilizados no Brasil e observamos, que não obstante ser obrigatório o voto em nosso país,  - invariavelmente, ainda ladrões tomam conta do poder -, a validade dessa identidade não representa nada, tanto em estabelecimentos de crédito, quanto na identificação do portador desse “lixo”. E o agravante maior é que, hipoteticamente falando, se esquecermos o título em casa, e soubermos o local de votação, como Zona e Seção, podemos “cumprir com nosso dever cívico”, com outro documento, sem essa mentira que temos utilizado na hora de votar. É bom lembrar que seu uso ainda é obrigatório a cada dois anos, sem comentar quando um prefeito é cassado e esse procedimento deve ser realizado fora de época, como ocorreu recentemente.
Outro detalhe: Sua utilização como acontece atualmente fere a democracia, pois precisa ser utilizada "sob livre e espontânea pressão". Com a tecnologia avançada, inclusive, com o sistema biométrico, exclusivo ao portador, ainda assim sua validade é discutível, pois não tem foto, e pela capacidade técnica para sua confecção, poderia ter sido concebido com a imagem de quem é o titular da referida documentação, que poderia ser utilizada em bancos, por exemplo. Infelizmente, muitos detentores de cargos públicos no Brasil, não possuem escolaridade suficiente para promover soluções sérias até na confecção da identificação da “vítima” detentora dessa carteira, que só ocupa espaço entre os documentos e é utilizada a cada biênio.
Um fato que precisamos mencionar é que até nos textos jurídicos existem brechas pelo fato de serem mal redigidos, sem nenhuma estrutura de redação. E se não bastasse tudo isso, em nossa Constituição muitos artigos desequilibram inúmeros parágrafos, permitindo mudanças, muitas vezes discutíveis, devido ao péssimo texto produzido.
Em relação à documentação eleitoral, em nosso modesto entender deveria ser confeccionada com maior responsabilidade, mesmo porque, com os equipamentos atuais é possível produzir uma habilitação respeitável, com foto, carimbo d’água, e o melhor no que diz respeito à uma carteira decente, sem dar nenhuma margem a erros, promovendo até orgulho para o detentor desse documento e sua utilização teria extremo valor e cuidado ao seu portador para não perdê-la. Tecnicamente é possível. E temos um exemplo. Ao motorista é exigido uma série de exames para que tenha liberado a mais utilizada ferramenta para identificar o titular de qualquer natureza, até no setor bancário.
edilsonelias@yahoo.com.br

O autor é jornalista, historiador do Paraná, escritor e diretor presidente do jornal FATOS DO PARANÁ®

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Antunes Savas: Diretor deste blog e Editor do jornal Fatos da Sociedade